21.2.13

Claude François, o inventor de MY WAY



My Way, também já comentado no meu post Cloclo, é muito melhor do que eu pensava ou me fizeram pensar. Os franceses são mestres em biografias de cantores, como os filmes Gainsbourg e Piaf já haviam demonstrado, mas esse filme sobre a vida de Claude François talvez seja uma reconstituição das + fiéis que eu já tenha visto, sem muito apelo dramático, e mesmo com quase 3 horas de duração não me pareceu longo, sorry, crítico!!!
 Revi cenários inesquecíveis onde já estive, como o Olympia de Paris, o casino de Monte Carlo, Juan Les Pins, a Sardenha, o Royal Albert Hall, e me emocionei com a música da cena final, Alexandria. Também sou de origem árabe, e esse traço da exuberância oriental está muito presente na música de Claude.  Muitos de nós ( inclusive eu até hoje:) ignoram que a música MY WAY foi composta e cantada por ele, antes de  ser imortalizada na voz de Sinatra. Em Cloclo, o desejo na procura da fama foi avassalador. Nascido no Egito, sua mãe era italiana, e com a guerra de Suez, emigrou com sua irmã e pais para o sul da França. Aos 17 anos, feioso (como ele sempre se descrevia e se auto-criticava:) e pobre, decidiu mesmo contra a vontade de seu pai, de se dedicar à musica, sendo chamado no início de cantor demodê por um estilo muito peculiar de balada. Quis ser melhor do que Johnny Hallyday, perdeu sua primeira namorada para o cantor Gilbert Becaud, namorou France Gall ( a levemente insossa cantora de La Poupée Qui Fait Non:). O filme tem música do começo até o fim, e é contagiante a cena onde o cantor vê Otis Redding cantando e dançando. Já nos anos 60, a França era extramamente influenciada pela música americana. E Claude não fugiu à regra, criando um grupo de cantoras tipo Supremes, as Clodettes. Em 1978, Claude teve uma morte simbolicamente  trágica, que deixo em suspense para quem ainda verá o filme. Prestem atenção aos detalhes das capas de discos( os nossos saudosos LPs:), aos figurinos kitsch, ao make super fiel às sobrancelhas e cabelos do cantor. 
    Nos créditos finais, vi que o excelente Alexandre Desplat fez a  trilha sonora do filme, vou procurar urgente esse CD. A qualidade do som é digna de nota. Em tempo, a música My Way se chama na realidade: Comme D´Habitude, e em cena sublime à beira de sua piscina, no filme, mostra-se o momento em que Claude François compôs essa maravilha, talvez hoje  a música mais conhecida no planeta, lembrando também da magnífica e emocionada interpretação de Elvis. Claude viu Frank Sinatra um dia no hall de um hotel e em um concerto. 

como também acabo de realizar, a letra da música em francês composta por Claude fala de amor não correspondido , enquanto a My Way em inglês é bem mais dramática, a cortina se fechando, o fim se aproximando
                                      HD
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