2.3.16

Gainsbourg


  escrevo esse post lembrando de La Vie Heroique, um filme maravilhoso, que conta a vida de Serge Gainsbourg/ faz 25 anos hoje que perdemos Serge/ chamo Serge de laid beau= ugly gorgeous, nele tem algo que me inspira rimar: la laideur a sa faveur/ Sacaram? algumas pessoas nasceram sexy e pronto, fini! Mas onde entra Sfar nessa minha crônica? La Vie Heroique tem um excelente escritor, cenografista e diretor, Joann Sfar, também ex-cartunista do Charlie Hebdo/ Sobre o filme, Sfar disse que amava demais Serge para expor a sua verdade/ Eram as suas mentiras que interessavam/ nunca esquecerei das mensagens multimídias do filme, como os cigarros Gitane inseparáveis, o esqueleto perto do piano, o judeu recalcado, o amante de Juliette Gréco, de BB, o marido de Jane Birkin/ Serge foi esse grande compositor que Boris Vian amava, e até gravou um hino estilo jamaicano de La Marseillaise!/ Rue Chaptal, Rue Vermeil, a cantora Sheila, o pigmalião que fazia negligés, o filme é  um verdadeiro conto de fadas, de um  patinho feio que virou lenda/  Serge, tantos fantasmas, tantas coisas para fazer um irônico compte rendu de uma das mais celebradas personalidades francesas!/ A bela trilha sonora embala a nostalgia  e saudades que temos de Gainsbourg/           

com Juliette Greco
                    
    há um  duplo sentido no título da famosa música  Je t ´aime, Moi Non Plus/  é um achado como aqueles incríveis do inesquecível psicanalista francês Jacques Lacan : La femme, ça n´existe pas! mas eu respondo: a mulher existe, Mr Lacan, especialmente  reinventada por belos que as amava, como Gainsbourg! Love, HD  







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