5.11.17

Queer




  À respeito da polêmica estadia da filósofa Judith Butler no Brasil, acho que ela tem o direito como qualquer escritora ou pessoa de expor suas teses enquanto não ferir ninguém, apesar de eu não concordar com a maioria delas que tenho acompanhado, ressaltando que mais entendo de psicanalistas do que de pensadores, já que escrevi um livro sobre psicanálise, Freud, Jung e Lacan, onde também enxertei colóquios imaginários com Kant, Foucault, Bergson, Nietzsche e Barthes, o que não significa que eu seja uma grande erudita  sobre o assunto, mas uma grande curiosa / Porém lembrei do evento lindo de 2013 no FIT Museum de NY , 100 modelos de diversos grandes estilistas (como esse acima, assinado por Jean Paul Gaultier:) em A Queer History of Fashion, From The Closet to Catwalk. Queer em inglês já saiu do dicionário antigo que significava esquisito quando se falava em comunidade Gay (agora denotando mais a ideia de com muito Orgulho:), abordando temas como androginia, dandismo, estilos transgressivos,  e o punk, essa antes considerada subcultura  de moda, hoje  reconhecida como a grande cultura que é, como exposta em modelos de Cristobal Balenciaga, Christian Dior, Alexander Mc Queen, Yves St Laurent, e muitos outros como Gaultier , ainda sem esquecer dos grandes estilistas como Perry Ellis e Halston que morreram de AIDS. A mostra também era composta de trajes datados desde o século dezoito, o que fez dela realmente uma temática abrangente. O ponto alto final da exposição se deu nos trajes de casamento,  como para enfatizar a luta crescente pelos direitos matrimoniais dos homossexuais. O Queer como escolha de vida não mais escandaliza, a roupagem só se torna bobagem quando dela se quer fazer politicagem travestida de homenagem. 
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