3.3.13

Freud, além da alma



relembro uma linda edição da Cosac, sobre a obra de Freud: Luto e Melancolia, na lista dos mais vendidos.  Leio com carinho, e reflito nos vários filmes que falam desse tema. O livro de Freud é um estudo curto e profundo de metapsicologia , onde ele diferencia esses dois conceitos, na verdade os aproxima para depois os separar novamente


o MIS fez uma apresentação especial de Freud Além da Alma , em debate com Renato Mezan e mediação de José Luiz Goldfarb  

  recupero filmes recentes e antigos que falam desse tema,  mais recentemente, Amour , que já foi comentado aqui no blog da heddy. Relembro os candidatos ao Oscar do ano passado, o Tão Forte e e Tão Perto, Hugo, A Árvore Da Vida, A Dama De Ferro, Os Descendentes. Enfim a lista é infinita desde os primórdios do cinema.     

 Em um ensaio meu dileto, analisei o filme GHOST , à luz desse conceito, quando o ator Patrick Swayze (Sam) olha para Demi Moore ( Molly), e teimando em não sumir, diz para ela, que o amor que se sente, se leva para a vida toda . No filme, Molly se tortura, se degrada, em palavras freudianas, sua libido regride ao narcisismo. No final, superará sua melancolia para poder se livrar do luto, do seu fantasma.   
Em outro filme que adoro, o de Woody Allen, Midnight in Paris, Owen Wilson conversa com personalidades do passado, com um grande resgate de pessoas, da infância enlutada , da melancolia, de famosos ilustres, enfim essa nostalgia que tem que ser relembrada . Uma mensagem? Ou um pouco de reflexão freudiana? 

 Freud já havia feito o estudo de metapsicologia, onde diferenciava, aproximava e desassociava novamente esses conceitos. Relembro quando vi Ghost pela primeira vez, queria tanto um final feliz, quase implausível. Tinha saído inconformada, mas hoje, à meia luz de meus estudos psicanalíticos, realizo o quanto esse filme pode ser importante para introduzir a noção do Luto. Tentem ver por esse prisma, queridos amigos, a vida é uma Unchained Melody! 






Posso só fazer + um paralelo com o filme Ghost? Esse excelente ator (que mereceria um Oscar no ano passado, quando atuou com uma Meryl Streep irreconhecível :), é também o ghost, o fantasma que reaparece na vida de Margaret Thachter, em A DAMA DE FERRO. É ele que a atormenta, a acalenta, e persegue. Uma metáfora do Alzheimer, essa doença terrível que se revela um novo desafio de nossa era.  Em uma cena especial de A Dama de Ferro, Meryl Streep retira os pertences de seu marido falecido em um saco de lixo preto. Um ato muito difícil , o  da aceitação da morte de um familiar querido. 

Só uma nota, sei que muitos podem discordar,  mas não vi ( e também nem quis ver:) o filme de Lars com o título Melancolia, não adoro o cinema dele. Mas sim, relembro com emoção um outro lindo sobre o tema de perdas: IO SONO L´ AMORE, com a excelente Tilda Swinton 

BY HEDDYD

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